Gritamos por uma sociedade livre e igual, mas contribuímos para que
ações como essas se perpetuem, seja reproduzindo-as, seja através do silêncio -
afinal, calar é uma forma de contribuir para a ordem vigente. A reforma
psiquiátrica surge, então, como um basta aos manicômios e tratamentos desumanos
a uma parcela da sociedade: ela aparece para pensar uma nova política de saúde
mental que inclua o usuário, a família, a equipe e principalmente a sociedade,
repensando as práticas dos profissionais que atuam (ou não) nesse campo. E a
Universidade tem o seu papel. Papel que vai além da mera formação de profissionais,
mas, antes, formar cidadãos políticos, críticos, que pensem na sua atuação e
que possam, eticamente, contribuir para a garantia de direito dos seus
usuários.
É tendo em vistas essa formação crítica e política que o Centro
Acadêmico Afonso Lisboa, juntamente com o PET NESAL, vem convidar os
interessados a pensarem conosco a humanização das políticas de saúde mental e a
atuação desses profissionais no espaço que é fruto da reforma psiquiátrica - o
Centro de Atenção Psicossocial.
Que o dia 18 de maio seja um dia onde a sociedade possa, então,
refletir: refletir sobre como tratamos aqueles que eram internados e refletir
hoje como estamos contribuindo para uma prática psicossocial melhor e mais
humana.

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