Aconteceu na última terça (22), em Palmeira dos Índios e em Arapiraca, uma roda de conversa que buscou esclarecer os principais pontos do movimento grevista dos docentes e servidores da Universidade Federal de Alagoas.
Na Unidade de Palmeira dos Índios, a reunião ocorreu às 9h30 e contou com a participação da Profa. Danyele Nóbrega, representando os docentes do curso de Psicologia, da coordenadora do curso de Serviço Social, a Profa. Silvana Medeiros, e mais três professores do curso, além de três professores do campus de Arapiraca. Beatriz Cedraz, tesoureira deste Centro Acadêmico; Clariana Rodrigues, vice-presidente e Diretora de Eventos, Cultura e Formação; e Joanir de Queiroz, presidente, também estiveram presentes representando os estudantes de Psicologia, além de Giuliano Ramos, membro da atual gestão do DCE. Representando os estudantes de SSO, Pedro Cabral e Murilo Cadengue, do Centro Acadêmico Maninha Xucucu-Kariri. Ao todo, 15 pessoas participaram da atividades na Unidade.
Após as apresentações, houve a leitura do Comunicado nº 42 do Comando Nacional de Greve - para ter acesso ao documento, clique aqui. Em seguida, os professores colocaram os pontos existentes na pauta da greve.
A Profa. Betânia, campus Arapiraca, expôs na sua fala a diferença de investimentos dentro da universidade: "é preciso perceber os interesses da iniciativa privada para as pesquisas dentro da universidade. Precisamos entender que a crise e nem os cortes atingem todos na mesma dimensão", ressaltou. Falou também dos avanços do Brasil na educação pública como resultado de movimentos que não deixaram de cobrar melhorias e que é preciso avançar, uma vez que as perspectivas atuais de governo apontam para o retrocesso.
Dando continuidade, a Profa. Silvana falou da necessidade de cobrança de clareza na destinação dos recursos da Universidade em 2016. "É preciso voltarmos às aulas sabendo a destinação de cada recurso para fiscalizarmos e cobrarmos". Além disso, a coordenadora do curso de Serviço Social na Unidade, falou que haverá discussão intensa da pauta nos próximos dias, e uma pauta que englobe não apenas aumento salarial: "discutiremos plano de carreira, políticas de assistência estudantil e todo o projeto mais amplo de universidade", pontuou.A Profa. Betânia, campus Arapiraca, expôs na sua fala a diferença de investimentos dentro da universidade: "é preciso perceber os interesses da iniciativa privada para as pesquisas dentro da universidade. Precisamos entender que a crise e nem os cortes atingem todos na mesma dimensão", ressaltou. Falou também dos avanços do Brasil na educação pública como resultado de movimentos que não deixaram de cobrar melhorias e que é preciso avançar, uma vez que as perspectivas atuais de governo apontam para o retrocesso.
Na sua fala, o presidente deste Centro Acadêmico, colocou como ponto da sua pauta, a insuficiência de informações repassadas para as entidades estudantis de base (centros e diretórios acadêmicos), além da inviabilidade da participação em todos os movimentos, isso porque as despesas dos estudantes continuam, mesmo com bolsas atrasadas, e, em alguns casos, não-pagas.
Joanir de Queiroz ainda acrescentou que os prejuízos de uma greve são reais e que é preciso que haja mobilização com os estudantes para esclarecer os porquês do movimento, uma vez que o desconhecimento gera apenas a visão do prejuízo imediato; e pontuou sobre a dispersão do movimento, falando da necessidade de engajamento estudantil e docente na Unidade de Palmeira dos Índios para a obtenção de resultados com maior agilidade.
Em resposta, a Profa. Silvana Medeiros ficou de agendar momentos como o ocorrido, para continuamente trazer notícias da greve; além de auxiliar na cobrança do pagamento das bolsas em atraso ou que tiveram algum problema neste período de greve.


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